Erosão dentária: você pode está destruindo seu dente sem saber!

Essa semana nosso convidado é meu amigo, Veber Bomfim. Mestre e Doutor em prótese pela Unicamp. Além de ser professor universitário e palestrante em congressos.

PhD Veber Bomfim

Você já deve ter ouvido os ditados populares: “Você é o que você come” “A digestão começa pela boca” “Se você não mastigar direito vai prejudicar a digestão”

Como todo ditado popular e conhecimento dos nossos mais experientes, todos esses ditos populares são verdades.

Permita-me a liberdade de acrescentar mais um: O que você come, ditará o quanto de tempo seus dentes permanecerão na sua boca.

Mas como assim?! Você está dizendo que posso perder meus dentes?! Isso mesmo! A depender da forma que você vive ou come, o “prazo validade” (manter saudável, sem dor ou intercorrência) dos seus dentes pode estar contado.

Mas não precisa se assustar. Pequenas mudanças de hábito podem aumentar a longevidade dos nossos dentes e melhorar nossa saúde bucal.

Quantas vezes você deixou de se alimentar corretamente ou fez apenas um “lanchinho” por ter algum compromisso e está com o horário apertado?

Vivemos no mundo tão corrido, tão acelerado, cheios de compromissos que nossos dias deveriam ter 32 horas. Já se deparou pensando nisso?! Saiba que não se alimentar ou esse lanchinho pode estar prejudicando a longevidade da sua dentição.

Nem tudo está perdido, tenho uma boa notícia!

A cárie é a culpada?

Com o aumento da acessibilidade à informação, campanhas governamentais e reconhecimento da importância em manter uma saúde bucal, as taxas de cárie caíram no Brasil.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 44% dos indivíduos com 12 anos estão livres desse problema bucal. Uma melhoria de 13 pontos percentuais em menos de uma década!

Entretanto com o declínio da incidência de cárie, como acontece em alguns países, no Brasil a erosão dental está se tornando o foco de muitos estudos. Isso devido ao aumento da incidência na população atual e será o tema abordado hoje. 

Como acontece a erosão dental?

A ingestão de comida e bebida certa, assim como a forma de comer ou beber, são importantes para sua saúde e dos seus dentes.

O consumo de alimentos demasiadamente ácidos pode levar ao desgaste do esmalte (a camada externa que recobre os dentes). Expondo a dentina, que está logo abaixo do esmalte.

Ou seja, se você tem o hábito de tomar sucos de frutas ácidas naturais (limão, laranja, tangerina, abacaxi, acerola, etc.) e outros tipos de bebidas carbonatadas (incluindo refrigerantes diet, Coca-Cola, café, chá, Gatorade). Ou comer comidas com bastante vinagres, ketchup, hamburguer, etc., que são altamente ácidos. Você pode estar sofrendo de um processo chamado de erosão dentária. 

Quem nunca se alimentou assim?

Você já passou ou conhece alguém que passa por alguma situação dessas?

  • Certo dia estava tomando sorvete e sem querer, o sorvete tocou em um dente e senti uma “dor fina” que me deu até um calafrio;
  • Toda vez que tomo um suco de limão, laranja ou abacaxi e depois vou escovar os meus dentes, eles doem;
  • Teve um dia que eu tomei bastante drink (Ice, vodka, whisky, espumante) e depois fui escovar os meus dentes e eles doeram;
  • Ontem comi uma pizza, hamburguer com ketchup e depois fui escovar os meus dentes e eles doeram;

Se sua resposta foi “sim” para algumas dessas situações, você pode estar sofrendo de erosão dentária.

A erosão ocorre quando o excesso de ácido desgasta a camada externa (dura) do dente. E conjunto com esses desgastes poderemos ter algumas situações incômodas. 

A erosão dental pode causar:

  • Dor de dente:  Se o esmalte do dente se desgasta, seus dentes se tornam mais sensíveis aos alimentos quentes ou frios;
  • Descoloração: seus dentes podem ter aparência amarelada devido a exposição da dentina (camada embaixo do esmalte);
  • Transparência: os dentes frontais podem ter aparência transparente nas pontas onde você morde;
  • Fissuras e rachaduras: se o esmalte do dente começa a se desgastar, seus dentes podem desenvolver rachaduras e pequenas fissuras ao longo da superfície onde mastiga;
  • Sensibilidade dentinária, porque o esmalte desgastado expõe a dentina. Que é mais porosa do que o esmalte, sendo mais sensível ao toque, ao ar, à força da mordida e à exposição ao ácido.

O que mais pode causar?

Além de alimentos ácidos ou distúrbios gastrintestinais (gastrites e/ou refluxos), a escovação incorreta também poderá causar erosão dentária.

Se você é do tipo que coloca uma força exagerada na hora de escovar os dentes, deve repensar essa atitude. Além de não limpar melhor os dentes, a pressão excessiva causa o desgaste dental. Que começa justamente pela camada mais externa do esmalte.

Como diagnosticar a erosão dental?

O diagnóstico depende de um exame clínico bem realizado e de uma anamnese criteriosa. Uma vez que o estágio da lesão é de extrema importância para o sucesso do tratamento a ser empregado.

Durante a anamnese, o cirurgião-dentista irá considerar os hábitos alimentares, distúrbios gastrintestinais, uso de medicamentos, disfunção de glândulas salivares, exposição a meios ácidos durante o trabalho e hábitos durante a higiene bucal. A partir do diagnóstico podem-se instituir métodos preventivos. Atuando sobre os fatores causais da lesão no sentido de impedir sua formação ou progressão. E/ou terapêuticos, buscando a restituição da forma, função e estética. 

Como tratar a erosão dental?

Caso você sofra de erosão dentária, a primeira medida a ser tomada é a mudança de hábito. Você pode adotar algumas medidas como:

  • Utilizar bochechos com flúor e dentifrícios, uma vez que o flúor aumenta a resistência do esmalte à dissolução provocada pelos ácidos;
  • Diminuir a frequência de consumo de comidas ácidas e restringir seu consumo juntamente com as refeições;

Após o contato dos dentes com alimentos ácidos, pode-se realizar bochechos com bicarbonato de sódio, consumo de produtos como leite e queijo e mastigação de goma de mascar contendo sorbitol ou bicarbonato, com o objetivo de neutralizar os ácidos;

Caso você sofra de erosão dentária, a primeira medida a ser tomada é a mudança de hábito. Você pode adotar algumas medidas como:

  • Utilizar bochechos com flúor e dentifrícios, uma vez que o flúor aumenta a resistência do esmalte à dissolução provocada pelos ácidos;
  • Diminuir a frequência de consumo de comidas ácidas e restringir seu consumo juntamente com as refeições;

Após o contato dos dentes com alimentos ácidos, pode-se realizar bochechos com bicarbonato de sódio, consumo de produtos como leite e queijo e mastigação de goma de mascar contendo sorbitol ou bicarbonato, com o objetivo de neutralizar os ácidos;

Caso você sofra de erosão dentária, a primeira medida a ser tomada é a mudança de hábito. Você pode adotar algumas medidas como:

  • Utilizar bochechos com flúor e dentifrícios, uma vez que o flúor aumenta a resistência do esmalte à dissolução provocada pelos ácidos;
  • Diminuir a frequência de consumo de comidas ácidas e restringir seu consumo juntamente com as refeições;

Após o contato dos dentes com alimentos ácidos, pode-se realizar bochechos com bicarbonato de sódio, consumo de produtos como leite e queijo e mastigação de goma de mascar contendo sorbitol ou bicarbonato, com o objetivo de neutralizar os ácidos;

Quebrando mitos

Embora você já deva ter ouvido desde pequeno, “escove os dentes após as refeições.” Escovar os dentes logo após a refeição pode aumentar o desgaste dentário.

Isso acontece porque logo após o dente ser exposto a um ambiente ácido, ele sofre um processo chamado de desmineralização. De forma simples o esmalte dentário fica “mole”. Dessa forma, ao utilizar uma escova, conjunto com um creme dental abrasivo, você poderá aumentar o desgaste dentário.

Portanto, a escovação dental logo após o contato dos dentes com ácidos deve ser evitada. A fim de possibilitar o contato da saliva para a neutralização do pH do ambiente bucal.

Passos práticos

Desse modo, o ideal é que você, sempre após a refeição, faça a higiene preliminar com fio dental. Seguido da utilização de um bochecho sem álcool e aguarde cerca de meia hora após o consumo para iniciar a escovação.

Além disso, devemos utilizar escova com cerdas ultramacias e dentifrício fluoretado (creme dental) não abrasivo (dê preferência a gel dental) (quer saber mais sobre as escovas dentais, veja o post “Qual a melhor escova dental”. Para pacientes com baixo fluxo salivar, e consequente diminuição da efetividade da lubrificação e capacidade tampão, o dentista poderá indicar o uso de saliva artificial.

Em algumas situações (muito comum atualmente), devido à grande destruição, o dentista precisará repor a estrutura dental perdida. Entretanto, é importante ressaltar que a reabilitação e tratamento tem como função restabelecer a forma, função e estética, promovendo conforto ao paciente e facilitando a higienização bucal, não levando ao desaparecimento de novas lesões.

Assim, é de extrema importância o tratamento da causa da erosão dental, muitas vezes com acompanhamento multiprofissional do caso, envolvendo cirurgiões-dentistas, médicos, nutricionistas e psicólogos. Dessa forma, não deixe de visitar o dentista regularmente. 

Grande abraço,
Dr. Veber Bomfim 

Você esta sentindo dor nos dentes? Bebe muita bebida ácida? Esta tendo desgastes nos seus dentes sem saber o motivo?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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“Brilhe como um diamante”
Drª. Isabel F. Barbosa

Escolhendo a pasta de dente infantil

Vamos falar dos nossos pequenos? Para esse assunto convidei a odontipediatra Maria Berry, ela é mestre em Telessaude e faz doutorado na UERJ. Além de no instagram pessoal dela ser uma super influencer de moda e gastronomia.

Mestre e Doudoranda Maria Berry

Ao chegar à farmácia para comprar a pasta de dente de nossos filhos nos deparamos com um mundo de opções e muitas vezes acreditamos que a única diferença entre elas é o sabor. Mas será mesmo que é só isso? 

Checklist para escolher pasta de dente

Para te ajudar nessa missão basta conferir o checklist abaixo:

  • Deve ter flúor: Na embalagem você vai observar que existem produtos com e sem flúor. É preconizado o uso de pasta de dente com flúor desde o primeiro dentinho. A Associação Brasileira de Odontopediatria e de Pediatria já reconheceram a importância do flúor diário como fator de proteção para os dentes. O flúor permite que a pasta seja além de um produto cosmético um produto preventivo no auxilio contra a cárie. 
  • Marcas:O foco aqui é a quantidade de flúor mínima. Basta conferir o rótulo e verificar se esse contém a quantidade mínima de flúor recomendada para bebês e crianças que é de 1100 ppm de flúor.
  • Pasta de dente para toda família: As pastas de dente adultas que não apresentam ação especificam como: para dentes sensíveis ou branqueadores, podem ser utilizadas por bebês e crianças. A grande diferença é a quantidade do produto na escova de dente. Muitas vezes, as pastas adultas apresentam um sabor de menta, que não agrada muito crianças pequenas. 

Entao, pode ser colorida, ter sabor, uma embalagem com personagem ou até mesmo ser uma pasta de adulto de ação não específica, o importante é saber se a pasta apresenta a quantidade de flúor necessária. Vale lembrar que pasta de dente é um remédio e deve ser utilizada na quantidade correta e ficar em um local fora do alcance das crianças. 

Quer saber mais sobre o que é melhor para seu filho?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Toxina botulínica além da estética

Essa semana nosso convidado é meu amigo, Victor Muñoz. Especialista em prótese pela São Leopoldo Mandic e Mestre e Doutorando em prótese pela Unicamp. Atualmente ele esta na terminando o doutorado na Croácia. Seu mestrado e doutorado foram com o tema de Toxina Botulínica além da estética.

Victor Muñoz, Doutorando cel Unicamp na Croácia

O que é Toxina Botulínica

É uma neurotoxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. É responsável pelo botulismo, uma doença grave, porém incomum atualmente.

No entanto, quando esta toxina é utilizada em ínfimas quantidades, possui indicações estéticas e terapêuticas. 

Existem 7 tipos diferentes de toxina botulínica. Atualmente só são comercializados os tipos A e B. No Brasil, diferentes marcas de toxina botulínica são disponibilizadas. Entre as mais conhecidas temos o Botox produzido pela empresa Allergan®, Dysport (Ipsen®), Prosigne (Cristalia®), Botulift (Bergamo®), entre outros.

Como funciona?

O funcionamento da toxina botulínica vem sendo estudado há mais de 30 anos. Uma vez injetada, ela se une a proteínas dentro dos neurônios musculares. Impedindo a liberação de substâncias que contraem o músculo.

Basicamente, a toxina causa uma paralisia muscular que é proporcional à quantidade aplicada. Pode durar de 4 a 6 meses aproximadamente, dependendo do paciente. 

Um fato interessante é que estudos mais recentes indicam que a toxina botulínica também tem um efeito analgésico de longa duração. Atua reduzindo os níveis de sustâncias que causam dor e inflamação. 

Como é aplicada?

O tratamento com toxina botulínica, mais conhecido como botox, consiste na aplicação controlada de pequenas quantidades de toxina em zonas específicas. O intuito é reduzir parcial o totalmente a contração muscular da região aplicada ou causar um efeito analgésico. 

Este procedimento é realizado por um profissional devidamente capacitado. Se requerido pelo paciente uma previa utilização de anestesia tópica na região a ser injetada pode ser administrada.

A quantidade de aplicações é definida pelo profissional de acordo com as expectativas do tratamento e sempre em uma única sessão

Até agora, não se conhece nenhum efeito adverso grave da toxina quando é aplicada corretamente. 

Toxina botulínica e estética

A utilização de toxina botulínica para reduzir as marcas de expressão no rosto é o tratamento mais comum e procurado. 

A toxina é empregada para amenizar as rugas. Pode ser na testa, no queixo, no pescoço, o conhecido pé de galinha, eliminar as rugas entre as sobrancelhas e arqueá-las quando desejado.

Outra aplicação comum, é o uso da toxina para reduzir o sorriso gengival. Acontece quando a gengiva é sobre exposta ao sorrir.

Os resultados podem ser percebidos após 24 ou 48 horas da aplicação, sendo sempre da forma mais natural possível. 

Toxina botulínica além da estética

Para quem acha que a toxina botulínica só é estética está totalmente errado.

Diversas doenças ou desordens envolvendo dores faciais, músculos faciais e da mastigação, e a articulação temporomandibular podem ser tratados e/ou controlados com o uso da toxina botulínica.

Um claro exemplo é o bruxismo. Um comportamento comum que consiste em apertar ou ranger os dentes durante períodos de estresse ou enquanto se está dormindo. Esse, pode ser controlado usando toxina botulínica.

Da mesma forma, o uso de toxina para casos de disfunção temporomandibular. São os problemas nos músculos mastigatórios ou da articulação temporomandibular. Tem resultados satisfatórios.

Outros problemas menos comuns como sialorrea (excesso de salivação), e algumas doenças mais graves como neuralgia do trigêmeo também podem ser tratadas com o uso da toxina. 

Quer previnir as marcas do envelhecimento? Sofre com apertamento ou bruxismo e não sabe mais como resolver?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Cremes dentais naturais

Assim como nos posts anteriores (sobre escova de dentes e hábitos bucais), dessa vez convidei minha amiga Helena Dutra para escrever. Ela é mestre em dentística pela UFRJ e professora de Yoga. Ela nos explicou sobre os cremes dentais naturais.

Helena Dutra, mestre em Dentística pela UFRJ, Professora de Yoga e artesã.

Histórico da medicina natural

A medicina é uma ciência milenar ligada à manutenção, prevenção e preservação da saúde do indivíduo. Por ser observador, o homem primitivo aprendeu buscar na natureza alimentos e elementos para aliviar ou curar mazelas. Inúmeros compostos naturais foram utilizados para a extração dos princípios ativos, que se tornariam os primeiros remédios da humanidade.

O primeiro registro sobre a utilização de plantas medicinais é de uma farmacopeia chinesa de 2838-2698 ac.

Cerca de 365 ervas medicinas e venenos foram catalogados pelo imperador chinês Shen Nung.

Já em 1500 ac, textos sagrados do Hinduísmo mostravam as bases da medicina indiana ou medicina Ayurveda. Que sempre usou compósitos naturais como base para seus remédios.

Dessa forma, as plantas eram usadas para tratar e curar quase todos os sintomas e doenças existentes. Porém, a partir do final do século XIX e começo do XX as práticas curativas da medicina popular começaram a ser substituídas pela química e pesquisa experimental.

A Revolução Industrial começou a acelerar a produção de novos medicamentos e de drogas sintéticas. Aliado à isso, as pesquisas e os testes de eficácia, reduziram os tratamentos primitivos, dando espaço para a alopatia.

Essa evolução da medicina melhorou a qualidade de vida das pessoas. Além de ter sido vital para a diminuição das taxas de mortalidade.

Ressurgimento da medicina natural

Porém, também no século XX, inúmeros fatores, tais como, o aumento da população e a desigualdade social. Os obstáculos ao acesso de um centro hospitalar, exames e medicamentos. Efeitos colaterais indesejáveis pelo o uso de remédios industrializados e uma insatisfação quanto ao sucesso limitado de algumas terapias médicas convencionais. Levaram ao surgimento de mudanças em uma parte da população e uma retomada da medicina à base de plantas, ressurgiu.

No final do anos 90, especialistas sugeriram uma iminente ameaça à saúde do planeta, devido às mudanças climáticas e ao impacto ambiental causado pelo homem. Elevando o número de pessoas com uma consciência ecológica. Que começaram a optar por um produto fabricado em menor escala e natural. Em detrimento de grandes marcas que favorecem à indústria.

Todos esses fatores levaram ao aumento do consumo de produtos naturais por parte da população, seja por necessidade ou preferência. Cresce a produção de itens naturais para o cuidado pessoal, enquanto se mantém estável a de sintéticos.

Novas marcas surgem a cada momento, agregando novos conceitos de valor, tais como, uma produção que não agrida o ecossistema, muitas vezes artesanal. A preferência por produtos de origem vegetal e a não utilização de componentes químicos. Essas novas empresas atingem praticamente todos os setores da indústria. Lançando no mercado, desde produtos alimentícios, têxteis, cosméticos, e produtos odontológicos.

Produtos naturais odontológicos

A categoria de produtos naturais de higiene oral oferece, principalmente, escovas de dentes ecológicas, enxaguantes bucais e cremes dentais.

Os creme dentais naturais normalmente contêm extratos vegetais no papel de agentes antibacterianos e/ou antifúngicos. Muitas vezes esses princípios ativos possuem algum tipo de coloração. Aliado à isso, alguns levam na sua composição minerais abrasivos para auxiliar na remoção de manchas durante a escovação.

Influência dos produtos naturais nos dentes

Como já explicado, as manchas nos dentes podem ser por fatores intrínsecos ou extrínsecos. As manchas extrínsecas tendem a formar-se em áreas nos dentes que são menos acessíveis à escovação diária. Consequentemente, à ação dos abrasivos contidos nos dentifrícios.

Estes tem como função remover as manchas, provenientes dos fatores extrínsecos, através do movimento mecânico da escovação. O efeito colateral relacionado aos abrasivos é o desgaste da estrutura dentária e o aumento da rugosidade superficial. Potencializados por uma escovação inadequada e o tipo de escova.

Grande parte das pastas naturais traz em sua composição substâncias não industrializadas e sintéticas. E em estudos realizados foi possível observar que os dentifrícios avaliados não foram capazes de promover alteração de cor nos dentes, portanto não influenciam a estética dos dentes.

Você é adepto dos produtos naturais? Gostaria de obter mais informação desses produtos?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Seus hábitos X Seus dentes

Assim como no post sobre as escovas de dente, dessa vez convidei meu amigo Ericles Santos para escrever. Ele é formado em odontologia pela UFRJ e mestrando em ortodontia também na UFRJ. Ele nos explicou sobre nossos hábitos bucais e como eles afetam nossos dentes.

Ericles Santos Mestrando em ortodontia pela UFRJ

Hábito é chamada toda ação executada, ainda que involuntariamente, com frequência. Em se tratando da odontologia, temos os hábitos bucais.

Quando pequeninos, encontramos conforto na execução de determinados hábitos viciosos. Esses, se não removidos, podem desencadear sequelas de difícil correção em nossa vida adulta. Afetam o correto crescimento e desenvolvimento do complexo craniofacial. A prevalência dessas deficiências gira em torno de 76% da população, ocorrendo em ambos os sexos (Garde, 2014).

Creio que a grande maiora de nós já chupou dedo ou chupeta, por exemplo! E, embora saibamos que realizar tais ações não são benéficas à nossa saúde, às vezes não temos ideia de quão deletérias elas podem ser se não interrompidas no período ideal. Por isso é importante a intervenção de um ortodontista/odontopediatra.

Hábitos bucais

A instalação desses hábitos se da graças aos sentimentos positivos que são gerados através da sua execução, afinal eles são agradáveis de serem reproduzidos. A criança sente prazer e satisfação em realizá-los, gerando uma dependência psicológica a médio-longo prazo, e sua repetição inconsciente.

Desde a vida intrauterina, é possível se observar o feto posicionando os dedos na boca. Porém o hábito só se instala efetivamente no período pós natal, pouco antes de haver a erupção dos primeiros dentes decíduos (dentes de leite). Os hábitos geram distúrbios que, se não tratados e, a depender da intensidade, duração e frequência de execução (Graber, 1962) podem afetar o correto funcionamento dos tecidos bucais, distorcendo a forma e a relação entre os arcos dentais.

Gisfred, em 2006, realizou uma revisão de literatura em que apresenta 3 categorias de hábitos bucais, dos quais vamos discorrer a seguir: 

Hábitos nutritivos

Aleitamento artificial (mamadeira): Ele é utilizado muitas vezes como alternativa para o aleitamento natural (peito). Quando a alimentação é feita exclusivamente por esse método, a criança pode apresentar hipodenvolvimento e/ou mal posicionamento dos maxilares e estimulação dos tecidos bucais. Isso porque o esforço para conseguir o alimento é menor e o posicionamento lingual também é errado, se comparado com a sucção de peito. Acarretando em problemas oclusais posteriores, e distúrbios musculares. Quando mista (peito e mamadeira), a criança tem uma maior chance de desenvolver uma sucção inadequada na sucção natural (França, 2008).

Nos casos em que é necessário a interrupção do aleitamento natural, indica-se a introdução do copo educativo, devendo esse ser considerado a primeira opção para os bebês.

Hábitos não nutritivos

Sucção de dedo (como vemos na imagem a seguir): Em geral, é o hábito não nutritivo mais recorrente, e mais danoso aos tecidos bucais. Estando associado na maior parte das vezes o polegar, embora outros dedos também possam ser utilizados.

Sucção de chupeta: Quando feito em mesma intensidade, frequência e duração que a sucção digital, é menos danoso. Porém também tem alto potencial de desencaear uma série de problemas ocluso-musculares se não removido no período ideal.

Hábitos funcionais

Respiração bucal: Normalmente, o ar chega aos pulmões através das narinas. No entanto, em alguns casos, por conta de inflamação das amígdalas, rinites alérgicas, hipertrofia dos cornetos inferiores, etc, a respiração pode ser dita como bucal. Quando a passagem de ar entra diretamente pela boca, ou, ainda, simultânea (buco-nasal) quando passa pelos narizes e boca. Os dois últimos casos são danosos ao organismo, uma vez que não há filtro e pré-aquecimento do ar que adentra, além de exigir um maior esforço para sua execução. Fazendo com que a criança desenvolva uma face de cansado (também dita como adenoideana). 

Deglutição atípica e interposição lingual: No período pré-dental a criança apresenta deglutição visceral e um posicionamento lingual mais anterior, entre os roletes gengivais. Com o desenvolvimento das estruturas bucais, o correto é que haja um amadurecimento dessa deglutição e um reposicionamento mais para posterior da língua. Porém, em alguns casos isso não ocorre. Desencadeando, dentre outros fatores, hipotonia dos músculos bucais e alteração da inclinação axial normal dos elementos dentários.

EO correto dianóstico dessas alterações deve ser feito com critério. Em muitas das vezes, o tratamento a ser realizado é multidisciplinar. Envolvendo outras especialidades além da ortodontia, como fonoaudiólogo, otorrinolaringologista e psicólogo. A partir dos 4 anos de idade, a criança precisa ir ao ortodontista e odontopediatra para consultas regulares. É quando pode-se diagnosticar alterações da normalidade a tempo de serem corrigidas. 

Conhece alguém nessa idade? Não deixe de compartilhar essa informação.  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Planejamento digital do sorriso

Um sorriso perfeito! Esse é o pedido da maioria dos pacientes que chegam nos consultórios odontológicos hoje em dia. Mas você sabia que esse sorriso perfeito pode ser planejado juntamente com o paciente antes de ser realizado? Esse é o objetivo de utilizar o planejamento digital do sorriso.

O objetivo de todo tratamento estético dental deve ser o de criar um design que se integre com as necessidades funcionais, estéticas e emocionais do paciente. Técnicas e materiais modernos são inúteis se o resultado final não atingir as expectativas estéticas do paciente.

Por esse motivo, a equipe interdisciplinar deve munir-se de todas as ferramentas possíveis para melhorar a visualização dos problemas estéticos e apresentação dessas soluções de forma eficaz para o paciente. A utilização de ferramentas digitais para aprimorar e facilitar a comunicação com o paciente passa a ser fundamental. A chave do sucesso é a comunicação visual! Como sabemos, “uma imagem vale por mil palavras”.

Como funciona o planejamento digital do sorriso?

O Planejamento digital do sorriso, também conhecido como DSD, funciona basicamente assim: você vai ao consultório e o dentista faz fotografias padronizadas da face e dos dentes. Depois, essas imagens são levadas ao software onde se cria o desenho do seu sorriso da pessoa. Mostrando como seria o ideal. Isso é demonstrado através de uma fotografia como demonstrado na imagem à seguir.

Demonstração em 2D, através de imagens, o planejamento do sorriso da paciente

Depois, o dentista faz um molde do sorriso criado e adapta sobre o sorriso atual do paciente e faz mais uma sessão de fotos.

Resultado? Você vê como vai ficar seu sorriso na hora. Antes mesmo de começar qualquer procedimento. Um verdadeiro “test drive” do seu novo sorriso!

Sorriso aprovado? É feito o planejamento do tratamento necessário, com as melhores alternativas em termos de agilidade e efetividade para o seu caso.

Quer mudar a aparência dos seus dentes mas tem medo do resultado final? O DSD veio para evitar qualquer surpresa com relação a estética final dos seus dentes.  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Qual a melhor escova de dente?

Convidei meu amigo Guilherme Henrique para escrever para a gente essa semana. Ele é especialista, mestre e doutor em periodontia, para nos explicar mais sobre qual seria a melhor escova de dente.

PhD Guilherme Henrique

As escovas de dente são conhecidas pela maioria da população mundial como instrumentos que auxiliam na higiene bucal. Seu uso geralmente está associado a um creme dental, que em conjunto, podem promover a redução da placa bacteriana que fica aderida nos dentes e demais superfícies do ambiente bucal.

Historicamente, as primeiras escovas dentais foram utilizadas na China em meados dos anos 1400, suas cerdas eram feitas de pelos de animais. Apenas em 1938 as cerdas das escovas foram desenvolvidas em nylone, e este material é o mais utilizado até os dias de hoje.

Escovas elétricas

No intuito de facilitar a higienização dos nossos dentes, as empresas desenvolveram até mesmo escovas automatizadas. Nas quais as cerdas se movimentam sozinhas sobre a superfície dentária removendo a placa. Estas escovas são geralmente indicadas para pacientes que apresentam grandes dificuldades em realizar uma técnica de escovação convencional, pacientes com dificuldades conginitivas e/ou motoras.

A grande verdade é que as escovas tradicionais são as mais amplamente utilizadas pela população mundial, de mais fácil acesso e extremamente eficazes quando utilizadas de forma adequada pelo paciente.

Escovas de dentes convencionais

Recomenda-se que as escovas tenham um cabo anatômico que facilite a empunhadura da mesma pelo paciente. Por exemplo, uma escova desenvolvida para um adulto não apresenta um design de cabo tão adequado para ser utilizado por uma criança.

É importante destacar que, de uma maneira geral, é recomendado que as escovas dentais apresentem cerdas retas, sem grandes reentrâncias. E que estas cerdas sejam macias ou extra-macias, como ilustrado na imagem a seguir.

Escova de dente com cerdas retas e macias

Escovar os dentes

Muitos pacientes acreditam que a dureza da cerda ou a força transmitida para a escova durante a escovação é o que promoverá uma remoção mais eficaz de placa. Isso não é uma verdade! A remoção adequada de placa bacteriana é feita pela ação mecânica, cuidadosa e contínua das cerdas sobre a superfície dental. É mais importante gastar um pouco mais de tempo escovando os dentes do que utilizar uma escova dura ou muita força na escovação.

Várias técnicas de escovação já foram descritas por muitos pesquisadores. Algumas delas para crianças, outras para adultos e até mesmo para pacientes que tem a gengiva mais fina, que podem ter mais retrações gengivais. Uma consulta ao dentista é importante para que você seja orientado de maneira adequada e profissional quanto à técnica de escovação.

Muitos paciente relatam escovar os dentes várias vezes ao dia e mesmo assim chegam ao consultório com gengivite ou várias cáries. Isso pode ser um indicativo de uma técnica de escovação inadequada e pouco eficaz.

Escovas de dentes especiais

No setor de higiene bucal das farmácias e supermercados, vemos outros tipos de escovas dentas diferentes das convencionais. Dentre elas gostaria de destacar duas: a unitufo e a interdental.

A escova unitufo apresenta um tufo único de cerdas sendo indicada para higienizar os dentes individualmente. Ela tem maior indicação para pacientes que apresentem apinhamento dental, ou seja, dentes desalinhados. Esse aspecto favorece a retenção e acúmulo de placa. Também são indicadas para escovação cuidadosa em região de retrações gengivais.

A escova interdental, é muito útil para pacientes que apresentam um espaçamento maior entre os dentes vizinhos higienizando essa região. Indivíduos que tiveram doença periodontal (que apresentam perda óssea em alguns ou vários dentes) também tem indicação para uso deste tipo de escova. Pacientes que usam aparelho ortodôntico também são candidatos a utilizar a escova interdental.

Higiene bucal

É válido ressaltar que estas escovas são complementos às escovas tradicionais. Não substituem a higienização com a escova tradicional e nem mesmo a utilização do fio dental.

Falando nele, não pode ser negligenciado o seu uso. A escovação não é capaz de eliminar placa e restos alimentares que ficam retidos entre os dentes. Por isso, o uso do fio dental é tão importante, pois é justamente nessa região entre os dentes onde muitas cáries ou problemas gengivais se iniciam.

Por fim, recomenda-se uma consulta periódica com um cirurgião-dentista para que sua saúde bucal possa ser avaliada. Para você ser bem orientado com relação a higienização bucal, a técnica adequada de escovação. E caso haja a necessidade de indicação de alguma escova de dente complentar.

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Lentes de contato dental

Com o desenvolvimento da Odontologia surgiram inúmeros procedimentos para tornar o sorriso atraente. Um deles são as lentes de contato dental, que vem se tornando cada vez mais popular, principalmente entre os famosos por serem capazes de transformar a forma e a cor do dente.

As lentes de contato dental são finíssimas lâminas de porcelana cimentadas sobre a estrutura dentária. Quem vê uma estrutura aparentemente tão fina e delicada, imagina que se trata de algo frágil e descartável, mas na verdade é exatamente o contrário, pois as lentes de contato se unem aos dentes naturais formando uma unidade sólida, forte e duradoura. A resistência e a durabilidade resultantes da união entre os materiais de alta qualidade e a anatomia dos dentes naturais são vantagens inquestionáveis. Os benefícios das restaurações cerâmicas já foram exemplificadas anteriormente.

Desgate dos dentes

Em pouquíssimos casos esse procedimento pode ser realizado sem preparo prévio ao dente. Porém, as lentes de contato dental garantem um preparo minimamente invasivo e oferecem um tratamento mais conservador quando comparadas às coroas e às facetas de porcelana tradicionais, que exigem protocolos mais agressivos ao tecido dentário.

Contra-indicação

Apesar de todos nós queremos nos sentis mais bonitos, nem todos os pacientes podem realizar esse tipo de tratamento. Pacientes com cárie, doença na gengiva ou problema de oclusão grave devem ser tratados antes da colocação das lentes.

Além de respeitar a indicação adequada, faz-se necessária a avaliação do paciente que irá receber tal técnica restauradora, tendo em vista que alguns requisitos como um bom remanescente dentário, indicação correta e a exclusão de pacientes que apresentem como limitações necessidade de grandes transformações dentárias ou hábitos parafuncionais.

Porém isso não significa que esses pacientes não podem ter um sorriso mais bonito e harmônico, significa apenas que será empregado uma técnica adequada para cada caso.

Durabilidade

Gostaríamos muito que nossos procedimentos restauradores fossem para sempre, porém a durabilidade dessas restaurações depende de muitos fatores. Entre eles esta a técnica utilizada pelo dentista, um técnico em prótese capacitado e cuidados básicos por parte do paciente.

Para uma maior durabilidade dessas restaurações é indicado visitas anuais ao dentista para verificação da adaptação e adesão desses fragmentos cerâmicos. Obedecendo esses fatores a durabilidade gira em torno de 10 anos, podendo chegar a mais.

Lente de contato são artificiais?

Poucas pessoas sabem, mas hoje é possível fazer uma espécie de test-drive do novo sorriso com um recurso chamado mock-up. Com ele, o paciente visualiza na própria boca como ficará o resultado final do seu sorriso, podendo ter uma visão geral deste resultado e avaliar se o novo design de seus dentes corresponde às suas expectativas, além de poder participar da construção de seu sorriso com o dentista.

Portanto, é possível a confecção de lentes de contato extremante naturais e harmônicas com a face do paciente. (Veja a Imagem a seguir)

Lentes de contato dental de canino a canino
Foto antes e depois do procedimento

Cor das lentes

A cor dos dentes e da lente de contato deve ser definida previamente a sua execução. Isso porque os materiais cerâmicos não mudam de cor com o tempo , muito menos com procedimentos clareadores. Portanto a única forma de alterar a cor da lente de contato é refazendo todo o procedimento.

Você não está satisfeito com o seu sorriso? Saiba que as lentes de contato dentárias podem ser uma excelente solução. Agende sua consulta conosco, vamos juntos planejar um sorriso natural e bonito especialmente para você!

O nosso cartão de visita é o seu sorriso!
“Brilhe como um diamante”
Drª. Isabel F. Barbosa

Sensibilidade nos dentes

Não é difícil, atualmente, encontrarmos pessoas com sensibilidade nos dentes. Dor ao ingerir alimentos frios, doces e ao escovarem seus dentes. E vemos inúmeros comerciais na televisão sobre cremes dentais que diminuem essa sensibilidade. Mas qual a causa dessa dor? Apenas o creme dental é suficiente?

Causas da sensibilidade

“Gosto de chamar a atenção para o fato de que esta é uma doença contemporânea, com relação direta com nosso estilo de vida. A lesão cariosa, ou seja, a cárie, depende de bactéria e é combatida com escova, creme dental e uma dieta com menos açúcar. As pessoas aprenderam isso. Já a doença não cariosa, que no passado parecia uma exclusividade da faixa etária acima dos 70 anos, hoje é encontrada em 30% de jovens entre 25 e 30 anos. Seu primeiro sintoma é a hipersensibilidade. Uma vez que o esmalte do dente é perdido, a dentina é exposta e com isso vem a dor. A gengiva se retrai precocemente, e a lesão evolui para uma cavidade, que vai se aprofundando até a perda do dente”, afirma Paulo Vinicius Soares, professor e pesquisador da Faculdade de Odontologia da Universidade de Uberlândia.

Numerosos fatores podem levar à exposição dos túbulos dentinários, e, consequentemente, à hipersensibilidade dentinária. Entre eles, tem-se: higiene oral inapropriada, uso de abrasivos, restaurações antigas e mal adaptadas, exposição a ácidos não bacterianos, contato oclusal com força excessiva e contato oclusal prematuro. Ou seja, trata-se de uma doença multifatorial.

Grupos de risco

O Professor Paulo Vinicius Soares aponta cinco grupos que possuem maior probabilidade de sensibilidade nos dentes, na sociedade atual.

  • Pacientes que realizaram tratamento ortodôntico(o famoso aparelho);
  • Atletas (amadores ou profissionais) – relacionado a dieta esportiva;
  • Doenças gástricas (como por exemplo o refluxo);
  • Hábitos parafuncionais (apertamento dental) ;
  • Dependentes de substâncias ilícitas ou medicamentos corrosivos.

O estilo de vida dos indivíduos, atualmente, tem levado a constante busca por uma vida saudável. Porém, vale ressaltar que a dieta recomendada para a perda de peso pode se tornar prejudicial à saúde das estruturas dentais. Excesso de frutas e sucos cítricos, iogurtes, vinagres, vegetais, bebidas carbonatadas, energéticos e outros alimentos possuem alto potencial corrosivo, podendo aumentar a incidência de lesões cervicais não cariosas, corroborando para o desgaste da estrutura dentária.

Tratamentos

O caráter multifatorial das lesões cervicais não cariosas e da hipersensibilidade dentinária faz com que o controle dos fatores causadores dessas alterações seja fundamental para o sucesso do tratamento.

Diante desse contexto devemos avaliar todos os fatores causadores envolvidos no processo das lesões não cariosas e da sensibilidade. A investigação e controle desses fatores é a primeira etapa para o sucesso do tratamento.

Portanto, não se torna eficiente a execução de um procedimento reabilitador, sem o aconselhamento do paciente e das suas necessidades individuais de mudanças de hábitos.

Você sente sensibilidade nos dentes? Esta sempre fazendo restaurações mas a sensibilidade não vai embora? Quer saber mais sobre o tratamento multidisciplinar da sensibilidade do dente?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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Clareamento com luz

O clareamento com luz tornou-se rapidamente popular nos tratamentos odontológicos. Impulsionado pela rápida necessidade de aparência saudável e estética e por se tratar de um método econômico e conservador. Porém existem três tipos de técnicas de clareamento dentário (como já falamos anteriormente) que podem ser utilizadas dependendo do perfil de cada paciente.

Muitas pessoas preferem o clareamento de consultório devido a obtenção de resultados mais rápidos. Esse tratamento utiliza o peróxido de hidrogênio na concentração de 30 a 38%. A fim de proporcionar um tratamento mais rápido e eficaz, muitos profissionais o associam com uma fonte de energia.

Qual a função da luz?

O clareamento com luz pode ser realizado com diferentes fontes: como lasers, diodos emissores de luz (LEDs), lâmpadas de arco plasma (PAC) e lâmpadas de halogênio.

A teórica vantagem é a sua capacidade de aquecer o gel clareador. O que aumenta a taxa de decomposição do peróxido de hidrogênio em radicais livres, e assim a oxidação de moléculas orgânicas complexas. Resumidamente: A luz aquece o gel para acelerar a reação química.

No entanto, este aumento não leva a uma maior eficácia clareadora. Isso devido à presença de passos desconhecidos na determinação da velocidade no mecanismo oxidativo do clareamento dentário.

O marketing da luz pode gerar prejuízo

Muitos dentistas ainda utilizam-se do marketing de que o clareamento é melhorado quando ativado por luz. Porém, alguns estudos relataram que o uso de luz pode promover aumento da sensibilidade dentária.

A maior taxa de radicais livres liberados pela ativação com a luz pode aumentar sua capacidade de atingir a polpa. Isso levaria a uma resposta inflamatória mais intensa e desencadeamento da dor.

Portanto nos cabe perguntar? A possibilidade de aumentar a sensibilidade do paciente vale o marketing? Sendo que ao final do tratamento a cor atingida pelo dente será a mesma com ou sem a utilização da luz?

O que você considera mais importante para o seu clareamento? Prefere ter maior segurança no seu tratamento e menor risco de sensibilidade?  Agende sua consulta conosco, tire suas dúvidas e iremos juntos propor o melhor tratamento para a sua necessidade.

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